A residência da cantora Rihanna, localizada em Beverly Hills, na região de Los Angeles (Estados Unidos), foi alvo de disparos de arma de fogo na tarde do último domingo (8). A artista estava dentro da casa no momento do ataque, mas ninguém ficou ferido.
Segundo informações do jornal Los Angeles Times, a polícia foi acionada por volta das 13h21 (horário local) após moradores relatarem tiros na região de Beverly Hills Post Office, onde fica a mansão da cantora. A investigação indica que diversos disparos foram feitos em direção à residência e que pelo menos um deles atravessou uma das paredes do imóvel.
O caso passou a ser investigado pela Divisão de Roubos e Homicídios do Los Angeles Police Department.
Suspeita teria usado fuzil
De acordo com as autoridades, os tiros teriam sido efetuados de dentro de um carro estacionado do outro lado da rua, em frente ao portão da propriedade.
Conforme o Los Angeles Times, a suspeita utilizou um fuzil do tipo AR-15, arma de alto calibre frequentemente associada a ataques armados nos Estados Unidos.
A comunicação por rádio da polícia indicou que cerca de dez disparos foram feitos contra a casa. Marcas de bala foram encontradas no portão da residência e também em um trailer estacionado na entrada da mansão.
Após a abordagem da suspeita, os policiais revistaram o veículo e encontraram o fuzil utilizado e sete cápsulas deflagradas.
“Quando os policiais pararam a suspeita e a colocaram sob custódia, eles revistaram o veículo e encontraram um fuzil e sete cápsulas”, afirmou Armen Arias, porta-voz do Los Angeles Police Department, ao Los Angeles Times.
Como aconteceu a perseguição
Ainda de acordo com a apuração do Los Angeles Times, a suspeita deixou o local logo após os disparos em um Tesla branco e seguiu em direção ao sul pela Coldwater Canyon Drive. A polícia iniciou buscas e um helicóptero da corporação passou a acompanhar o veículo.
Cerca de 30 minutos após a chamada para o número de emergência 911, os agentes localizaram o carro em um estacionamento de um centro comercial no bairro Sherman Oaks. A motorista foi detida no local ainda na tarde de domingo.
Quem é a mulher presa
A suspeita foi identificada como Ivanna Ortiz, de 35 anos, moradora de Orlando, na Flórida. Ela foi presa e segue detida, com fiança estipulada em 10,2 milhões de dólares (aproximadamente R$ 53 milhões).
Registros públicos citados pelo Los Angeles Times indicam que Ortiz possui antecedentes em seu estado de origem. Entre eles, estão uma prisão por direção imprudente em 2021 e uma detenção em 2023 por suspeita de violência doméstica e agressão.
Os documentos também apontam que ela possuía licença profissional como fonoaudióloga.
Ainda segundo o jornal, não há indícios de que a suspeita tenha qualquer ligação com Rihanna ou com o rapper A$AP Rocky, parceiro da cantora.
Publicações em redes sociais analisadas pelo Los Angeles Times mostram que Ortiz costumava compartilhar vídeos cantando ou dançando e, em algumas ocasiões, mencionava celebridades. Em uma postagem feita semanas antes do ataque, ela chegou a marcar Rihanna.
Até o momento, a motivação do crime não foi divulgada pelas autoridades.
Rihanna estava em casa com a família
Uma fonte policial ouvida pelo Los Angeles Times afirmou que Rihanna estava dentro da residência quando os tiros foram disparados.
A cantora mora na mansão de estilo colonial em Beverly Hills ao lado de A$AP Rocky e dos três filhos do casal: RZA, nascido em maio de 2022; Riot, nascido em agosto de 2023; e Rocki, a filha mais nova, nascida há poucos meses.
Não há confirmação sobre quantas pessoas estavam na casa no momento do ataque, mas nenhuma vítima foi registrada. Até agora, representantes da artista não se pronunciaram publicamente sobre o caso.
Outro episódio de invasão ocorreu em 2018
Este não é o primeiro incidente envolvendo uma propriedade da cantora. Em 2018, um homem invadiu outra casa de Rihanna, localizada em Hollywood Hills.
Na ocasião, o invasor, identificado como Eduardo Leon, pulou a cerca da propriedade e permaneceu cerca de 12 horas dentro do imóvel antes de ser encontrado por um assistente da artista.
Segundo informações divulgadas na época pela promotoria do condado de Los Angeles, Rihanna não estava na residência naquele dia. Leon posteriormente se declarou culpado de perseguição (stalking) no caso.