Qual a chance de uma pessoa sobreviver a um raio?
18/06/2024 11:19 em Ciência

 

O raio é um fenômeno atmosférico fascinante e muitas vezes assustador, que ocorre devido à descarga elétrica entre nuvens carregadas de eletricidade ou entre uma nuvem e o solo. Este fenômeno pode ser acompanhado por trovões e é uma das manifestações mais poderosas da natureza.

Por séculos, o raio tem intrigado e preocupado os seres humanos, inspirando uma variedade de mitos, lendas e estudos científicos. Mas quais são as chances de uma pessoa sobreviver após ser atingida por um raio?

Quais são as chances de uma pessoa ser atingida por um raio no Brasil?

As chances de uma pessoa ser atingida por um raio variam dependendo de uma série de fatores, incluindo a localização geográfica, o clima e o comportamento da pessoa em relação a tempestades elétricas.

No Brasil, como em muitos outros países, as áreas com maior incidência de raios geralmente são aquelas com climas tropicais, como a região amazônica e partes do Centro-Oeste e Sudeste. Nessas regiões, as tempestades elétricas são mais frequentes durante certas épocas do ano, como a estação chuvosa.

Estatisticamente, as chances de uma pessoa ser atingida por um raio em um determinado ano são muito baixas, geralmente na faixa de 1 em 500.000 a 1 em 1.000.000 de pessoas, dependendo do local e do ano específicos.

Quais as taxas de sobrevivência à descarga elétrica do fenômeno?

A taxa de sobrevivência a um raio no Brasil, assim como em outros lugares do mundo, varia dependendo de vários fatores, incluindo a gravidade da lesão causada pelo raio e a rapidez com que a vítima recebe cuidados médicos adequados.

Em geral, as taxas de sobrevivência a um raio são relativamente altas, especialmente se a vítima receber tratamento médico imediato e apropriado. No entanto, muitas vítimas de raios sofrem de queimaduras, lesões neurológicas, problemas cardíacos e outros danos físicos, que podem variar de leves a graves.

No Brasil, as taxas de sobrevivência a um raio podem ser influenciadas por vários fatores, incluindo a disponibilidade e qualidade dos serviços médicos, a rapidez com que a vítima recebe atendimento médico após o incidente e a gravidade das lesões causadas pelo raio.

Como sobreviver a um raio?

ecentemente, um estudo realizado na Alemanha relevou que uma cabeça molhada representa um aumento nas chances de sobrevivência ao ser atingido por um raio. Os cientistas mediram a influência da chuva durante descargas atmosféricas de alta energia em cabeças falsas, que foram submetidas a 10 descargas elétricas, atingindo nas cabeças secas e nas cabeças molhadas com um spray contendo uma solução que imita a água da chuva.

De acordo com o experimento, as amplitudes das correntes elétricas do raio no cérebro foram menores nas cabeças molhadas com chuva em relação às secas, deixando as cabeças molhadas menos danificadas.

O experimento foi realizado com o intuito de estudar apenas as reações físicas e não biológicas do evento. No entanto, os pesquisadores alegam que existem implicações biológicas a serem investigadas em trabalhos futuros como, por exemplo, o acoplamento do campo eletromagnético a modelos de massa neuronal que podem fornecer informações sobre as interações da rede cérebro-corpo após a queda de um raio.

O estudo também não utilizou, nas cabeças falsas, assessórios como capuzes ou toucas, e não utilizou outras partes do corpo. Portanto, ainda existe muito o que descobrir sobre os efeitos do ataque de um raio em um corpo humano.

Contudo, o que foi concluído no experimento é que sim, a água da chuva pode causar uma redução da exposição temporal e espacial do cérebro caso um raio caia em sua cabeça, então se estiver chovendo e você se encontrar exposto ao ataque de um raio, molhe-se com água da chuva.

Mas, é sempre bom lembrar que, em casos de tempestades com raios, é bom evitar locais abertos, não ficar perto de objetos altos ou metálicos, bem como aparelhos eletrônicos conectados à tomada, e procure não tomar banhos ou usar torneiras já que raios podem causar choques elétricos através das tubulações.

Via:Olhar Digital 

 

 

 

 

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