Prata em Atenas e Pequim, goleira do Brasil define data da aposentadoria
07/11/2015 09:35 em Esportes

Andreia Suntaque, aos 38 anos, diz que ciclo no time brasileiro encerra em 2016: "Tudo que tinha que fazer, fiz". Ela mantém confiança em substitutas: "Competentes"

Por Emanuele Madeira

Teresina

Atletas de verdade contam suas histórias através de um sorriso. Andreia Suntaque, goleira da seleção feminina permanente, está quase sempre muito disposta a uma boa conversa, exceto momentos antes de alguma partida. Dona de uma concentração exemplar, a jogadora exibe um sorriso de ambição pela medalha de ouro olímpica que ainda não veio para o Brasil. Sorteada no draft para defender o Tiradentes-PI no Brasileirão da modalidade, Andreia anunciou no clube piauiense uma data especial na carreira: ela marcou para 2016 a sua aposentadoria, ano em que completa 39 anos.

- Eu vejo que as outras goleiras (da seleção feminina) são muito boas. A Bárbara, a Luciana e a Letícia são goleiras competentes. Estou muito feliz porque estou na seleção permanente. Acho que tudo que eu tinha de fazer pela seleção brasileira eu já fiz. Ano que vem eu me aposento – disse Andreia.

Uma goleira por acaso. A história esportiva da paranaense de Nova Cantu começou nas quadras. Mas antes que se pense na migração óbvia e direta do futsal para os gramados, o vôlei feminino perdeu uma grande atleta por uma lesão crônica no ombro. Foi assim que as quadras e posteriormente o futebol ganharam, em 1998, a goleira que agora anunciou o fim do ciclo na Seleção.

No vitorioso currículo da jogadora, foram quatro participações em Olimpíadas, desde Sidney 2000 até Londres 2012 - duas medalhas de prata com vice-campeonatos para as norte-americanas (Atenas 2004 e Pequim 2008). Nos Jogos Pan-Americanos, duas medalhas de ouro: Santo Domingo 2003 e no Rio de Janeiro em 2007, sem tomar sequer um gol.

A nova Olimpíada vem aí, em 2016. Para completar o sorriso, falta a tão aguardada medalha de ouro. No entanto, Andreia mantém uma postura de abrir espaço para as atletas que também disputam a camisa número 1 da seleção brasileira. Durante os dois amistosos contra os EUA, na semana passada, as redes sociais foram inundadas de pedidos pela entrada de Andreia nas partidas.

- Eu vejo bastante o pessoal pedindo, mas assim, vejo que as outras goleiras são muito boas. Então, acho que para as Olimpíadas as meninas têm de estar bem. Esses jogos, amistosos e torneios tem de ser as meninas jogando mesmo, torço por elas – declarou a goleira.

Na atual temporada, no draft feito pela CBF na segunda fase do Campeonato Brasileiro Feminino, Andreia juntamente com a meia Andressinha e a lateral Camila defendem o Tiradentes-PI. O trio ajudou a levar a equipe piauiense até a semifinal da competição nacional. Elas voltam a campo no próximo dia 15 de novembro, às 18h, no estádio Albertão, para enfrentar o São José, equipe que Andreia já defendeu em 2014.

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