Eleições na Fifa: Uefa substitui Platini, e xeque do Bahrein representa a Ásia
26/10/2015 14:14 em Esportes

Secretário-geral, Gianni Infantino será o candidato europeu em 26 de fevereiro. Sul-africano promete entrar na disputa, coreano desiste, e Zico segue sem apoio

Por GloboEsporte.com

Zurique, Suíça

EUROPA PENSA EM SECRETÁRIO PARA LUGAR DE PLATINI XEQUE DO BAHREIN RECEBE APOIO DE ASIÁTICOS LIBERIANO E SUL-AFRICANO REPRESENTAM A ÁFRICABANIDO POR SEIS ANOS, COREANO DESISTE

Reviravolta na Europa, cara nova e desistência na Ásia, e possíveis candidatos vindos da África. O último dia para confirmação de candidaturas para presidência da Fifa, em eleições marcadas para 26 de fevereiro, começou muito movimentado. A maior surpresa é a substituição de Michel Platini por Gianni Infantino como representante da Uefa, anunciada pela entidade, enquanto o xeque Salman, do Bahrein, angariou o apoio das associações asiáticas. Entre os africanos, Musa Bility, da Libéria, já teria apresentado sua documentação, e Tokyo Sexwade promete representar os sul-africanos no pleito, que oficialmente não contará com o sul-coreano Chung Mong-Joon. Concorrente brasileiro, Zico segue sem os cinco apoios que o permitam entrar na disputa.

Além dos já citados, o príncipe jordaniano Ali Bin Al Hussein, o francês Jerome Champagne, ex-vice-secretário da Fifa, e David Nakhid, ex-jogador de Trinidad e Tobago, apresentaram suas candidaturas. Na mesma situação de Zico, o suíço Ramon Vega e David Ginola, ex-atacante francês, cogitaram concorrer, mas não receberam apoio. Assim, entre confirmados e desistentes, já são 12 nomes especulados como possíveis substitutos de Joseph Blatter no cargo máximo do futebol mundial.

EUROPA PENSA EM SECRETÁRIO PARA LUGAR DE PLATINI

Diante das dúvidas a respeito de Michel Platini por conta da suspensão de 90 dias imposta pelo Comitê de Ética da Fifa, a Uefa resolveu agir para não correr risco de ficar sem candidato nas eleições. Sendo assim, o suíço Gianni Infantino, secretário-geral da entidade desde 2009, foi oficializado como representante da Europa no pleito. A decisão foi tomada no domingo e confirmada pelo site oficial com o aval das 54 associações filiadas ao órgão, conforme revelado no comunicado abaixo:

"As próximas eleições para presidência da Fifa representam um momento crucial para o futuro do jogo e da própria Fifa. Nós acreditamos que Gianni Infantino tem todas as qualidades necessárias para assumir os maiores desafios e liderar a organização em reformas para recuperar sua integridade e credibilidade.  

Nós acreditamos que Gianni Infantino tem todas as qualidades necessárias para assumir os maiores desafios e liderar a organização em reformas para recuperar sua integridade e credibilidade

Giani tem feito um grande trabalho na Uefa, tendo comprovado ser um administrador de alto nível, e construiu relações positivas com pessoas relacionadas ao futebol no mundo todo. Ele defende há muito tempo a necessidade de mudança e renovação para o desenvolvimento da Fifa e pode trazer uma voz esclarecida para as discussões sobre governanças no futebol.  

Estamos satisfeitos que Gianni tenha concordado e ele conta com todo nosso suporte em sua campanha para se tornar presidente da Fifa. Ele está em processo para conquistar o apoio necessário e divulgará um comunicado ainda nesta segunda-feira".

Infantino surgiu como opção após Ángel Villar, presidente em exercício da Uefa e responsável pela Federação Espanhola, recusar a possibilidade. Michael Van Praag, da Holanda, o alemão Wolfgang Niersbach e o inglês David Gill chegaram a ser cogitados, mas perderam espaço para o secretário-geral, que teria enviado o recado para todos os associados: "Me apresento para presidência da Fifa e conto com o apoio de vocês".

A decisão surpreendente de substituir Michel Platini aumentou também as possibilidades de eleições presidenciais serem convocadas na Uefa. Com o francês suspenso e sem previsão de retorno, o tema começa a ganhar força nos bastidores.

XEQUE DO BAHREIN RECEBE APOIO DE ASIÁTICOS

Presidente da Confederação Asiática de Futebol, o xeque Salman Bin Ebrahim Al Khalifa, do Bahrein, oficializou seu desejo de participar do pleito no domingo, de acordo com agências de notícias de seu país. A entidade máxima do futebol encerra nesta segunda-feira o prazo para inscrição de chapas com comprovação do apoio de pelo menos cinco associações nacionais.  

O xeque Salman já enviou toda documentação para Fifa e conta com o incentivo do também xeque Ahmad Al-Fahad Al-Sabah, do Kuwait. Figura importante no cenário esportivo mundial, especialmente no movimento olímpico, ele teria sido responsável por conquistar o aval das associações asiáticas para o parceiro.

Salman Bin Ebrahim Al Khalifa apoiava Michel Platini no pleito em um primeiro momento, mas optou por sua própria candidatura após sua suspensão por 90 dias de atividades ligadas ao futebol por conta de investigações da Justiça suíça. Platini é investigado por receber dois milhões de francos suíços de Joseph Blatter em 2011. A alegação do dirigente é de que a quantia é referente a um trabalho de consultoria.  

LIBERIANO E SUL-AFRICANO REPRESENTAM A ÁFRICA  

 

A África também se movimenta para mostrar força nas eleições e surgem com dois candidatos: Musa Bility, presidente da Federação de Futebol da Libéria, e Tokyo Sexwale, da África do Sul. De acordo com a BBC, o primeiro já apresentou oficialmente sua chapa, enquanto o sul-africano, que anunciou seu desejo no último sábado, garante ter o apoio da associação nacional de seu país e tem até o fim desta segunda-feira para apresentar a documentação necessária para participar das eleições de 26 de fevereiro.  

Possível representante brasileiro no pleito, Zico ainda não se manifestou nesta segunda-feira a respeito do apoio das cinco associações que o permitiria ser candidato. A CBF já revelou que será solidária ao Galinho, desde que outras quatro entidades se juntem a ele.

BANIDO POR SEIS ANOS, COREANO DESISTE

 

Entre tantas possibilidades, uma decisão já foi tomada e comunicada nesta segunda-feira: Chung Mong-Joon não participará das eleições. Banido por seis anos pelo Comitê de Ética da Fifa por comportamento inadequado durante o processo de escolha das sedes dos Mundiais de 2018 e 2022, o sul-coreano retirou sua candidatura oficialmente através de comunicado:  

- Por causa das sanções injustas do Comitê de Ética, não posso apresentar a minha candidatura em 26 de Outubro. Eu oficialmente desisto - informou.

Confira a situação de cada candidato*:

Ali Bin Al Hussein (Jordânia) - Documentação apresentada

Jerome Champagne (França) - Documentação apresentada

David Nakhid (Trinidad e Tobago) - Documentação apresentada

Salman Bin Ebrahim Al Khalifa (Bahrein) - Documentação apresentada

Musa Bility (Libéria) - Documentação apresentada

Gianni Infantino (Suíça) - Apoio unânime da Uefa

Michel Platini (França) - Suspenso pela Fifa

Zico (Brasil) - Em busca de apoio

Ramon Vega (Suíça) - Em busca de apoio

David Ginola (França) - Em busca de apoio

Tokyo Sexwade (África do Sul) - Em busca de apoio

Chung Mong-Joon (Coreia do Sul) - Desistiu

 

* Informações da imprensa internacional

 

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