Sob risco de fortes chuvas, F-1 discute como definir o grid do GP dos EUA
24/10/2015 08:58 em Esportes

Possibilidade de cancelamento dos treinos classificatórios neste sábado provocam discussões no paddock sobre qual critério seria usado para a ordem de largada

Por Livio Oricchio

Austin, Estados Unidos

O cancelamento da segunda sessão de treinos livres do GP dos EUA, na última sexta-feira, no Circuito das Américas, em Austin, no Texas, parece ter despertado de vez as lideranças da Fórmula 1 com relação aos efeitos do furacão Patrícia na programação da sequência do evento. O que já se discute no paddock é como definir o grid se neste sábado as condições forem ainda piores que as de sexta, conforme preveem todos os serviços meteorológicos. Confirmadas as fortes chuvas, não haverá como a última sessão livre e a classificação serem realizadas. Como existe uma possibilidade de dificuldades menores com o clima no domingo, mas depois de meio-dia, haveria a chance de a corrida ser disputada. A largada está programada para as 14h (17h de Brasília). Serão 56 voltas no traçado de 5.513 metros.

Se houver mesmo a melhora nas condições do tempo no domingo à tarde, o que muita gente gostaria de saber é qual será o critério de definição do grid, pois os pilotos estiveram na pista apenas no treino livre desta sexta-feira de manhã, e mesmo assim sempre sob chuva intensa. Como não era um treino classificatório, a maioria não se preocupou em explorar os limites do equipamento, portanto não vale para o grid.

“Eu não sei, nunca vi isso na F1”, disse Felipe Massa, da Williams, referindo-se a não se saber como formar um grid. Massa completou, de manhã, 13 voltas no Circuito das Américas. O 11º tempo não é representativo. O mais rápido foi Nico Rosberg, da Mercedes, 1min53s989, nada menos de 3 segundos e 92 milésimos melhor que Massa.

 “Nós fizemos experiência de acerto no carro. Sai com um acerto e meu companheiro (Valtteri Bottas, autor do décimo tempo), com outro diferente. Depois voltamos para os boxes e trocamos o mesmo ajuste.” Pat Symonds, diretor técnico, trabalha para melhorar o desempenho do modelo FW37-Mercedes no piso molhado, bastante deficiente, em decorrência, principalmente, de falta de aderência mecânica.

“Tomara a gente possa começar a classificação com um acerto básico já bom, não enfrentemos problemas no carro, possíveis por não termos andado, ainda”, disse Massa. Para ele, porém, mesmo no molhado a Mercedes será muito forte no Circuito das Américas. “O que o Nico fez no molhado hoje de manhã foi impressionante.”

A chuva forte, duradoura, à tarde, tornou impossível não apenas a permanência dos carros no asfalto, por causa do volume de água e baixa visibilidade, mas também de o helicóptero médico decolar. A chuva com vento é já uma manifestação do furacão que na noite desta sexta atingiu a costa oeste do México, país com o qual o estado do Texas faz fronteira.

Nas TVs, o destaque para o que vem pela frente é grande. Trata-se de o maior furacão que pode atingir a costa oeste da América do Norte, classificado na categoria 5, com ventos de 320 km/h, “devastadores”, como definiu o meteorologista Dennis Feltgen, em entrevista ao telejornal FOX News.

Ao entrar no continente, o Patrícia passará sobre a região de suas cidades mexicanas, Manzanillo e Puerto Vallara, já em estado de alerta máximo. Segundo têm explicado os meteorologistas, o Patrícia perderá força à medida que se distanciar do Pacífico. O Texas deverá receber, a princípio, “as sobras” do furacão, ou o seu “back door”. Mesmo assim pode fazer muitos estragos.

O assessor de imprensa da FIA também não soube dizer qual o critério para definir o grid se também no domingo, pela manhã, não for possível realizar uma sessão de classificação para, às 14h, os 20 pilotos largarem na 16ª etapa do campeonato.

“Talvez a classificação do campeonato”, disse um integrante da Mercedes, sem poder se identificar, por conta de as assessorias de imprensa proibirem todos nos times de falarem com os jornalistas, mesmo temas não necessariamente polêmicos. Se for esse o critério, e ele tem representatividade, a primeira fila seria formada por Lewis Hamilton, líder do Mundial, na pole position, e Sebastian Vettel, Ferrari, em segundo.

 

Ocorre que o alemão tetracampeão do mundo perderá dez posições pelo uso da quinta unidade motriz, uma a mais das quatro permitidas, o que daria a Nico Rosberg, companheiro de Hamilton, a segunda colocação. Kimi Raikkonen, da Ferrari, quarto no Mundial, também iria para a 14.ª colocação, pelo mesmo motivo de Vettel. Por esse critério, a dupla da Mercedes formaria a primeira fila e a da Williams, Bottas e Massa, a segunda.

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